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Grafologia

 

 Grafologia

O que é a grafologia e como ela surgiu

A grafologia é, em um sentido amplo, o estudo da escrita (do grego graphos, escrita e logos, estudo ou tratado). Mas em sua acepção mais comum é uma metodologia utilizada para inferir atributos psicológicos, sociais, ocupacionais e médicos de uma pessoa a partir da configuração de suas letras, linhas e parágrafos. Segundo os grafólogos, estas informações são tiradas somente da escrita e não do texto em si. A grafologia afirma ser possível determinar se alguém é um líder, um empreendedor ou um estorvo para a empresa, apenas analisando a sua letra e diz também ser possível determinar até a compatibilidade matrimonial. A premissa básica da grafologia é que como o cérebro é a fonte da escrita e somente os seres humanos possuem esta capacidade, a personalidade e as emoções atuam sobre o gesto gráfico. Assim, se sua letra T possui uma haste muito alta é sinal de vaidade por se considerar melhor do que os outros, ou se você esquece de cortar os Ts é porque você é uma pessoa esquecida.

Aqui cabe fazer uma distinção entre grafologia e Grafotecnia (ou Grafoscopia). Esta última está relacionada à análise da letra como uma característica individual do ser humano e é a base das perícias para verificação de autenticidade de assinaturas. Quando escrevemos, os gestos são tão automatizados que nossa mão se move duas vezes mais rápido do que podemos controlar conscientemente. Assim, introduzimos certas características muito sutis, um ganchinho aqui, uma leve mudança de inclinação lá, que quando feitas de modo intencional por um falsário, por exemplo, perdem certas características de dinamismo que permitem identificar o lançamento como falso ou inautêntico. Mesmo quando a pessoa tenta disfarçar a letra, muitas vezes é possível encontrar suas características, seus hábitos gráficos, permitindo identificar quem falsificou uma determinada assinatura. Assim, mesmo com várias tecnologias para identificação de pessoas (reconhecimento de voz, leitura da íris, etc), a assinatura ainda continua sendo a mais utilizada, pela sua simplicidade, confiabilidade e baixo custo. E, como é comum nas pseudociências, a grafologia segue no esteio de sua parente científica, a Grafotecnia. O criador das leis do grafismo, base da Grafotecnia, Solange Pellat, também investigou a ligação entre a escrita e a personalidade. Uma coisa não valida a outra: Newton também estudou alquimia e escreveu mais sobre ela do que sobre a Ótica! Nem mesmo os grandes gênios estão corretos 100% das vezes.

A grafologia tem acompanhado a civilização desde a própria invenção da escrita. Os romanos, gregos, chineses, cristãos e judeus procuravam traços da personalidade das pessoas em sua caligrafia. No entanto, foi somente no século XIX, na França, que o termo grafologia foi criado pelo abade Jean-Hippolyte Michon, apesar do primeiro trabalho sobre algo parecido com o que hoje chamamos de grafologia ter sido publicado pelo médico italiano Camillo Baldi, ainda no século XVII.

São os escritos de Michon que formam a base da grafologia "analítica" ou "atomista" atual, onde os traços da personalidade são inferidos a partir de características da letra em si, como a posição e tipo dos pingos nos i's, em oposição à grafologia "holística", criada por um discípulo dele, Crepieux-Jamin, na qual o analista utiliza uma impressão geral que o escrito como um todo lhe inspira para inferir os traços da personalidade. Essa não é apenas a única divergência entre especialistas em grafologia. Dependendo do autor consultado, uma mesma característica, tal como a inclinação da escrita, pode representar nuances de personalidade totalmente diferentes, como se vê no exemplo mais adiante. Desde então muitos outros se especializaram no assunto e vêm publicando livros e ganhando (muito) dinheiro com este tipo de análise. No Brasil, o marco da grafologia é a publicação do livro "A Grafologia em Medicina Legal" do Dr. Costa Pinto em 1900 e hoje, existe, inclusive, uma Sociedade Brasileira de Grafologia.

Existem vários cursos e organizações grafológicas dentro e fora do país e alguns cursos, apesar da falta de base científica para tal prática, são ministrados em Universidades, principalmente na Itália, França, Espanha e Israel.

Investigando a grafologia

O raciocínio ao qual os grafólogos se apegam é que a escrita é comandada pelo cérebro (em inglês "handwriting is brainwriting") e como o cérebro é a fonte da personalidade, logo a escrita reflete a personalidade. É verdade que a personalidade pode influenciar o desenvolvimento do potencial genético das habilidades motoras do ser humano. É fácil entender como fatores como ousadia, agressividade, persistência, vontade de participar em atividades em grupo determinam o quanto uma criança irá se desenvolver, tendo em vista a importância das habilidades motoras ensaiadas em grupo. O controle motor fino exigido para atividades como tocar um instrumento musical, tricotar ou escrever é um refinamento das habilidades motoras gerais e também vai depender de persistência e concentração. Então é de se esperar que pessoas perseverantes e com alta capacidade de concentração possuam boa caligrafia. E só. As correlações entre os aspectos gráficos da escrita como inclinação, pressão e gênese das letras e os aspectos individuais da personalidade precisam ser demonstradas através de estudos cientificamente rigorosos que sejam verificados independentemente.

Apesar da roupagem pretensamente científica que toda pseudociência possui, a grafologia se baseia no mesmo princípio do mais primitivo (e do mais atual) pensamento mágico: o princípio da similaridade. Encontramos o princípio da similaridade desde a homeopatia até às práticas de vodu, nas quais uma imagem de uma determinada pessoa é utilizada para influenciá-la positiva ou negativamente. Também é encontrado na astrologia, onde, por exemplo, pessoas do signo de Touro possuiriam as características deste animal, como a teimosia. Assim, na grafologia, para citar alguns exemplos, letras de pessoas raivosas apresentariam grande pressão e linhas retas, ao passo que amor é expresso através de letras curvilíneas e com leve pressão. A tristeza ou pessimismo seriam traduzidos por linhas descendentes, assim como otimismo por linhas ascendentes. Um punho inconstante com letras sendo desenhadas de forma diferente todo o tempo representaria pessoas "inconstantes". Aparentemente, características físicas como um gingado ao caminhar também aparece em uma escrita "gingada (The Complete Idiot's Guide to Handwriting Analysis, por Sheila R. Lowe).

Somente porque a lei da similaridade aparece como base de várias superstições e pseudociências, não significa que esteja sempre errada. Então necessitamos de estudos científicos para comprovar ou não se características da letra podem dizer algo sobre uma pessoa. Muitos grafólogos, quando perguntados sobre as evidências científicas que validam suas práticas, apresentam livros escritos por outros grafólogos que também não se baseiam em estudos científicos. Outro típico erro de avaliação é o famoso: "eu uso e dá certo comigo e meus clientes que nunca reclamaram". Se isto soa familiar é porque astrólogos e outros pseudocientistas usam este mesmo tipo de argumento.

Não podemos deixar de mencionar os mesmos fatores que parecem validar todas estas "metodologias de autoconhecimento": a leitura fria, através da qual o "analista" vai colhendo pequenas pistas para obter informações acerca desta pessoa sem que ela perceba (no caso da grafologia, as pistas são obtidas quando textos de caráter pessoal são utilizados nas análises); o efeito Forer, também conhecido como validação subjetiva, que faz com que as pessoas se reconheçam em descrições psicológicas vagas e abrangentes que poderiam ser aplicadas a qualquer um. Além destes, outros fatores fazem com que as pessoas acreditem que uma determinada descrição contém a verdade sobre sua personalidade. Um deles é falta de real autoconhecimento - você não está muito certo sobre suas características pessoais, logo você procura uma destas "metodologias para o autoconhecimento" e quaisquer características ditas como sendo suas serão aceitas, desde que não sejam muito excêntricas, tipo "você é um assassino em série em potencial, dadas as circunstâncias corretas você certamente irá matar alguém". Principalmente, porque as descrições apresentadas são vagas de forma que quase qualquer pessoa se encaixa.

Também é bastante comum a tentativa de validação da grafologia através do grau de satisfação dos gerentes de empresas com os empregados contratados através deste tipo análise. No entanto, para uma análise completa seria preciso analisar também o desempenho de um outro grupo - pessoas que foram reprovadas no teste da grafologia. Só assim seria possível confirmar que a análise grafológica é uma metodologia válida de seleção, pois talvez os gerentes ficassem ainda mais satisfeitos com este outro grupo. E como ter certeza que excelentes profissionais não estão deixando de ser contratados simplesmente porque sua assinatura não está de acordo com o que a escola daquele grafólogo segue? Afinal de contas, não existe um consenso entre eles.

Por exemplo, no livro de Peter West, "Grafologia", ele afirma que a uma barra do T minúsculo curta significa "falta de autocontrole; não gosta de disciplinas impostas", ao passo que Maurício Xandró em seu "Grafologia para Todos", explica que este mesmo tipo de barra "é um sinal de potência volitiva não isenta de autocontrole (...) há controle de si mesmo, esforço bem dirigido e domínio". Uma mesma pessoa teria avaliações completamente opostas!

No entanto, não é necessário se preocupar, basta descobrir a escola do grafólogo que presta consultoria para sua empresa (muitas fazem este tipo de consulta não só para a contratação como também para promoção de pessoal) e fazer algumas sessões de grafoterapia. Basicamente consiste em educar sua letra para deixar de fazer aquelas características negativas e assim, dizem os grafólogos, modificar a sua personalidade. Depressivo? Nada de Prozac! Basta copiar alguns textos com letras grandes em linhas ascendentes até que esse passe a ser seu tipo de letra. Fácil e barato.

Os grafólogos também alegam poder diagnosticar doenças como hipocondria, paranóia, esquizofrenia e depressão, mas não há estudos científicos publicados em revistas de renome, que suportem tais alegações. No entanto é possível encontrar anúncios de cursos de grafologia que dizem explicitamente que após a conclusão o aluno será capaz de realizar a "detecção de casos de hipocondria, depressão, pressão arterial, cleptomania e doenças de fins neurológicos". E que tal a seguinte descoberta de Maurício Xandró, apresentada em seu livro "Grafologia para Todos"? Ele afirma ser possível afirmar pela observação do seu D maiúsculo, se uma pessoa é crente ou atéia. Ele deixa claro que isto só é possível para aquelas em cuja língua mãe deus é iniciado pela letra D.

E que tal ser considerado, pelo mesmo autor, uma pessoa libidinosa, apresentando "sonhos eróticos, interesse por assuntos libidinosos ou pornográficos, procura por prazer sexual", só porque seu G minúsculo apresenta um "pé", a parte inferior, exagerada?

A verdadeira ciência por trás da grafologia

Pelo menos, uma das alegações da grafologia é cientificamente comprovada: algumas doenças podem ser identificadas através da escrita. O mal de Parkinson, quando em seu estágio menos desenvolvido, pode levar a uma mudança na escrita da pessoa, que se torna pequena, comprimida e lenta.

A análise da escrita pode fornecer elementos que quando somados a um diagnóstico clínico podem auxiliar o diagnóstico de certas doenças neurológicas. Por exemplo, "Maneirismos ocorrem em esquizofrênicos, oligofrênicos e histéricos, e são caracterizados por gestos artificiais, ou linguagem e escrita rebuscada, com uso de preciosismo verbal, floreados estilísticos e caligráficos, etc...". Mas disso vai uma longa distância a poder diagnosticar esquizofrenia após concluir um curso noturno de grafologia.

Pessoas com a doença neurodegenerativa de Huntington escrevem com diferentes velocidades e aquelas apresentando demência têm uma escrita constantemente alterando entre padrões acelerados e desacelerados, que resulta em um aspecto pictórico de aparência nervosa. Um fato interessante é que a letra não muda em seus aspectos mais importantes, mesmo que a pessoa escreva com a mão esquerda se for destra, ou utilize outro membro, a não ser que áreas ligadas à habilidade motora do cérebro sejam afetadas.

Porém para realizar estes diagnósticos é preciso mais do que a simples capacidade de observação humana. Os cientistas utilizam tablets (pranchetas de captura digital), que permitem não só registrar a escrita formalmente, mas também registrar em valores absolutos parâmetros como velocidade, pressão, aceleração e ritmo. Assim, é possível verificar como um determinado medicamento afeta o cérebro do paciente ou mesmo o progresso da terapia pela melhora na letra ou desenhos, já que não é somente a escrita que á analisada, mas também a habilidade para desenhar.

Esta nova disciplina chamada Grafonômica (do original em inglês, Graphonomics) surgiu no início dos anos 80 e visa verificar quais são os processos neuromotores por trás da escrita e desenhos humanos. Portanto, existe uma ciência baseada na escrita, mas não como a grafologia é vendida por aí.

 

grafologia

Grafologia é o estudo da escrita manual, especialmente quando empregado como método para análise da personalidade. Os verdadeiros peritos em escrita manual são conhecidos como grafotécnicos, ou periciadores de documentos, não como grafólogos.. Os periciadores de documentos levam em conta os laços, pingos nos "i" e cortes nos "t", espacejamentos das letras, inclinações, alturas, arremates, etc. Examinam a caligrafia para determinar autenticidade ou falsificação.

Os grafólogos examinam laços, pingos nos "i" e cortes nos "t", espacejamentos das letras, inclinações, alturas, arremates, etc., mas acreditam que essas minúcias da escrita sejam manifestações de processos mentais inconscientes. Acreditam que tais detalhes possam revelar tanto sobre uma pessoa como a astrologia, a quiromancia, a psicometria, ou o indicador Myers-Briggs de tipos de personalidade. No entanto, não há nenhuma prova de que a mente inconsciente seja um reservatório que guarda a verdade sobre uma pessoa, muito menos de que a grafologia ofereça um portal para esse reservatório.

Afirma-se que a grafologia serve para tudo, desde entender questões de saúde, moral e experiências passadas a talentos ocultos e problemas mentais. * Porém, "em estudos adequadamente controlados e cegos, em que as amostras de caligrafia não contêm nada que possa fornecer informações não grafológicas nas quais se possa basear uma predição (por exemplo, um trecho copiado de uma revista), os grafólogos não se saem melhor que o acaso na predição... de traços de personalidade...." ["The Use of Graphology as a Tool for Employee Hiring and Evaluation [Uso da Grafologia Como Ferramenta Para a Contratação e Avaliação de Empregados]," da Associação das Liberdades Civis de British Columbia] E mesmo os que não são experts são capazes de identificar o sexo da pessoa que escreveu em cerca de 70% das vezes (Furnham, 204).

Os métodos usados pelos grafólogos variam. * Mesmo assim, as técnicas desses "peritos" parecem se resumir a itens como a pressão exercida sobre a página, espacejamento de palavras e letras, cortes nos "t", pingos nos "i", tamanho, inclinação, velocidade e regularidade da escrita. Embora os grafólogos neguem, o conteúdo da escrita é um dos fatores mais importantes na avaliação grafológica da personalidade. O conteúdo de uma mensagem, naturalmente, independe da caligrafia e deveria ser irrelevante na avaliação.

Barry Beyerstein (1996) considera as idéias dos grafólogos nada mais que magia simpática. Por exemplo, a idéia de que deixar espaços em branco entre as letras indica tendência ao isolamento e solidão porque os grandes espaços indicam alguém que não se relaciona facilmente e que não se sente confortável com a proximidade. Um desses grafólogos afirma que uma pessoa revela sua natureza sádica se cortar os 't' com linhas que se assemelham a chicotes.

Como não há nenhuma teoria útil de como a grafologia poderia funcionar, não é surpresa o fato de não existirem indícios científicos de que nenhuma característica grafológica tenha correlação significativa com qualquer traço de personalidade interessante.

 

Grafologia

Saiba o que é e como funciona

O "A" em forma de triângulo indica um temperamento agressivo e autoritário. Um "C" enrolado é sinal de egoísmo. O "J" com a perna sinuosa mostra uma pessoa traumatizada e rancorosa. Para quem acredita na grafologia, as letras podem revelar a alma de uma pessoa. Essa é uma verdade apregoada há seis séculos por adivinhos e videntes. Agora, ganhou ares de ciência. Grandes empresas resolveram usar a grafologia na hora de selecionar novos funcionários. O objetivo é barrar os candidatos incompetentes, preguiçosos ou desonestos. Como? Sutilezas como interrupções bruscas, torções ou inclinações acentuadas podem conter revelações inimagináveis. Basta, para isso, o grafólogo interpretar essas minúcias gráficas como indícios seguros de uma personalidade inconfiável.

A Rede de Hotéis Othon, com 3,2 mil funcionários espalhados em 18 cidades, por exemplo, decidiu apelar para a grafologia há quatro anos. "Precisávamos contratar novos empregados para preencher cargos estratégicos. Cada função exigia uma personalidade diferente e, para encontrar a pessoa certa, consultamos um grafólogo", conta a gerente de recursos humanos da Rede Othon, Cristina Secchin. Ela admite que a grafologia foi decisiva em muitos casos. "Nossa principal exigência é honestidade. Candidatos foram barrados porque apresentaram traços de insinceridade na grafia." Segundo os grafólogos, letras retorcidas, assinaturas com letras muito diferentes do resto do texto e falta de clareza na escrita a ponto de dar margem a interpretações dúbias são indícios de falta de sinceridade.

A avaliação grafológica é realizada por empresas especializadas. A mais famosa delas é a Grafia, do psicólogo Alberto Swartzman, 41 anos, que fez Pós-Graduação em Grafologia na Universidade Gama Filho, do Rio de Janeiro. Espécie de guru da interpretação da escrita, Swartzman cobra R$ 100 por consulta, atende empresas e pessoas físicas e acaba de lançar um livro (Grafologia - manual prático) para quem deseja se iniciar nos mistérios da ciência de decifrar as letras. Sua clientela inclui laboratórios farmacêuticos, lojas de departamentos e companhias de seguro. No total, são mais de 50 firmas. Nenhum candidato a um posto de trabalho é obrigado a fazer o teste grafológico. As companhias precisam obter uma autorização por escrito do pretendente ao cargo para enviar o texto. Antes de responder a cada consulta, Swartzman recebe do cliente uma descrição pormenorizada das características exigidas para o preenchimento da vaga. Honestidade e sociabilidade são os itens mais valorizados.

Mas existem empresas que desejam saber detalhes sutis da personalidade do candidato ao cargo. Algumas vasculham até mesmo a opção sexual do futuro funcionário. "Para muitos empresários, o homossexualismo acaba sendo uma restrição no momento de contratar um empregado", afirma Swartzman. Nesses casos, o grafólogo lava as mãos. A particularidade não é registrada no relatório sobre o candidato. "Em geral, faço a observação diretamente ao chefe do departamento pessoal pelo telefone. A decisão final é da empresa", relata o grafólogo. Mas como detectar, sem margem de erro, a opção sexual? "Não é difícil. A grafia dos gays apresenta sinais inconfundíveis, como floreios, coqueterias e excesso de curvas. Já as lésbicas exibem ângulos pontiagudos nas letras", explica Swartzman. Em consultas para pessoas físicas, muitas vezes, o grafólogo precisa desvendar casos de adultério, como se fosse um detetive. "Uma senhora me trouxe um texto do marido para saber se estava sendo traída. Constatei que ele era, de fato, desonesto, mas não poderia garantir que era adúltero."

Segredos de alcova não interessam à Price Waterhouse, uma das mais importantes empresas de auditoria e consultoria do mundo. Mas outros aspectos da personalidade como sociabilidade, capacidade de concentração e objetividade são itens fundamentais para a avaliação de futuros empregados. "O principal item é a sociabilidade. Afinal, trabalhamos sempre em equipe", diz a psicóloga Edna Godoy, do departamento de recursos humanos da empresa. Ela admite que a grafologia pode levar a equívocos, caso seja utilizada de modo inadequado. "Para não cometer a injustiça de recusar um candidato por dados puramente subjetivos, associamos a grafologia a outros testes. Na realidade, o modo como o candidato escreve fornece subsídios para validar outras informações obtidas ao longo do processo seletivo."

Essa cautela é necessária. Entre os psicanalistas, a grafologia é vista com restrições. "A fala é muito mais importante porque revela atos falhos. A grafia mostra apenas o temperamento, não a personalidade", analisa a psicanalista carioca Regina Taccola. "A grafologia funciona apenas como ponto de partida. Definir a personalidade humana pela grafia é pretensioso demais", reforça Marlene Dias da Silva, da Sociedade Brasileira de Psicanálise. De fato, nada é tão simples como parece. Uma letra ascendente que, para o grafologista, sinaliza ambição desmedida, por exemplo, pode representar um disfarce para um complexo de inferioridade, segundo a interpretação do psicanalista. "Na realidade, nada substitui a entrevista com o candidato a um posto de trabalho. As empresas apelam para a grafologia para economizar tempo. O perigo é estabelecer um diagnóstico simplista e precipitado", adverte Raquel Zeidel, também da Sociedade Brasileira de Psicanálise.

A grafologia tem origem curiosa. Ela nasceu no confessionário de uma igreja na Espanha, no século XIV. O rabino Samuel Hangid costumava aconselhar os fiéis depois de analisar o modo como eles escreviam bilhetes. Dois séculos depois, médicos espanhóis e italianos começaram a fazer uma comparação entre a grafia e o caráter. Surgiram as primeiras tentativas de estabelecer regras de análise da escrita. A história começou a ficar séria mesmo quando surgiu a primeira escola de grafologia, em Paris, no século XIX. Depois disso, os grafólogos incorporaram conceitos de Freud e Jung para interpretar o inconsciente por meio da análise da grafia. Há casos em que não é difícil perceber uma ambição sem freios. Nas cartas que o sequestrador Leonardo Pareja - que liderou uma rebelião no presídio de Aparecida de Goiânia, em Goiás - escreveu à polícia, a letra "M" aparece com as pernas reforçadas para baixo, o que indicaria forte atração por dinheiro, afirmam os grafólogos.

Nem sempre uma letra bonita é sinônimo de personalidade harmônica e bem resolvida. Os especialistas dizem que a beleza do traço tem valor estético, mas não diz muito sobre o caráter. A caligrafia ilegível, no entanto, demonstra com certeza que a pessoa tem dificuldades de se comunicar com os outros. Seria um indício de inadaptação ou mesmo sentimento de inferioridade. Em contrapartida, quem escreve com excessiva clareza, fazendo questão de sublinhar seguidamente as palavras, pode no fundo esconder uma carência afetiva. O certo é que a falta de acentuação e pontuação corretas caracteriza uma personalidade negligente.

A análise da grafia de políticos também pode ser esclarecedora. Nesses casos, o melhor é atentar para a assinatura. Especialmente se o político é dado a escrever bilhetinhos, como o ex-presidente Jânio Quadros. Seus recados para assessores, com recomendações, críticas e elogios, foram sua marca registrada. O detalhe que chamou a atenção dos grafólogos foi a mania que Jânio tinha de arrematar a assinatura com um ponto final. Os especialistas dizem que isso é sinal de autoritarismo. Mas indica ainda que Jânio era uma pessoa desconfiada e tinha obsessão em ser perfeito. Quando se debruçaram sobre a assinatura do ex-presidente Fernando Collor, os estudiosos notaram que ele fazia questão de realçar o sobrenome. Para os especialistas em grafologia, isso é indicativo certo de vaidade e orgulho.

Grafologia

A Grafologia é o estudo da personalidade de uma pessoa por meio de sua escrita.

O modo como alguém corta o 't', por exemplo, se alto ou baixo, se mais à esquerda, no centro ou à direita, se a letra é grande, média ou pequena, etc.; tem pouca importância para o perfil grafológico. Para isto é necessário compreender que a grafologia se divide em Gêneros (oito) e Espécies (em torno de 175 de acordo com Jamin e cerca de 200 segundo Gille- Maisani). A combinação das espécies resulta em infinitos tipos de escritas. Acrescenta-se a isto o estudo da Imagem do Movimento, Forma e Espaço feita por diversos autores alemães e franceses. (Gobineau - Klages - Heiss - Pophal etc.)

Alguns princípios básicos da grafologia: - A escrita é uma manifestação motriz e ao mesmo tempo intelectual: A mão escreve, o cérebro comanda.(isto só foi demonstrado cientificamente pelo médico alemão Dr. Preyer no final do século XIX.)

- A avaliação da escrita fixa-se em duas funções essenciais: MOTRICIDADE e INTELIGÊNCIA A escrita é um gesto essencialmente humano; sem os critérios acima é impossível escrever. A criança com um ou dois anos não consegue escrever pois não desenvolveu motricidade para tal.

As alterações no estado de espírito influem na execução material da escrita. Assim depressão, delírios, excitação, etc, revelam sintomas que se traduzem em gesto gráfico. É óbvio que em algumas doenças necessita-se de mais pesquisas científicas visando uma validação confiável.

Controvérsia

A principal crítica à grafologia é a inexistência de base científica que sustente o uso dessa técnica para a investigação da personalidade. Mesmo assim ela continua sendo utilizada pelas empresas como ferramenta de apoio à decisão.

A técnica de análise grafológica também é criticada por utilizar regras associativas de caráter simbólico ou analógico sem validade comprovada. Por exemplo: palavras muito espaçadas demonstram tendência ao isolamento; escrita inclinada à esquerda simboliza ligação com o passado; letras pequenas são sinal de boa concentração mental.

Os críticos da grafologia alegam ainda que não há nenhuma prova de que a mente inconsciente seja um reservatório que guarda a verdade sobre uma pessoa, e muito menos de que a grafologia ofereça um portal para esse reservatório.

Por essas razões a grafologia é considerada uma pseudociência, à semelhança da fisiognomonia.

Os céticos acusam a grafologia de não possuir bases científicas, contudo até o presente momento, quase 100 anos de depois de Alfred Binet ter realizado testes com a grafologia na Universidade de Sorbonne, nenhum estudo conseguiu provar o contrário em relação a espetacular média de acertos feito por Crépieux-Jamin - em alguns casos mais de 80%. (Les revelations de l’ecriture d’apres un controle scientifique, Alfred Binet).

 
 









 

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